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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Fatec Ivaiporã debate neurociência, leitura e impactos da hiperconectividade na aprendizagem



O curso de Pedagogia da Fatec Ivaiporã deu sequência ao evento Pedagogia em Foco III na quarta-feira (20), reunindo acadêmicos, professores e profissionais da educação para discutir os impactos da neurociência no processo de aprendizagem diante da hiperconectividade e das transformações causadas pelo uso intenso das tecnologias digitais.



A programação contou com palestra da neurocientista Leila Pryjma, que abordou o tema “Cérebro, Leitura e Escrita: o que diz a Neurociência?”.


O evento também teve apresentação do projeto de iniciação científica da acadêmica de Pedagogia Viviane Silva, intitulado “Neuroplasticidade e Aprendizagem na Era Digital: as implicações da hiperconectividade para o cérebro”.


Durante a apresentação, Viviane discutiu alterações relacionadas à atenção, memória, linguagem e organização do pensamento em crianças e adolescentes expostos excessivamente às telas.


“A questão não está apenas no tempo de tela. Mas também na forma como a tecnologia é utilizada, mediação dos adultos e no equilíbrio com experiências concretas, leitura, diálogo e convivência”, explicou a acadêmica.


Durante a palestra, Leila Pryjma destacou que a leitura e a escrita não são habilidades naturais do cérebro humano e dependem de estímulo, mediação pedagógica e experiências significativas para serem consolidadas.


Segundo a neurocientista, diferentes áreas cerebrais atuam de forma integrada durante o processo de alfabetização, envolvendo memória, linguagem, atenção, emoção e interpretação.


Leila também alertou sobre os reflexos do excesso de estímulos digitais no cotidiano escolar.


“Crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos a conteúdos rápidos, fragmentados e imediatos, o que pode dificultar a concentração em atividades que exigem leitura profunda, escuta e reflexão”, afirmou.


Ela ainda destacou que o cérebro se adapta ao ambiente em que vive.


“Quando tudo ao redor estimula respostas rápidas, a escola também precisa ensinar o estudante a desacelerar e aprofundar o pensamento”, comentou.


A neurocientista também ressaltou a importância de ambientes acolhedores para o desenvolvimento da aprendizagem.


“A aprendizagem não envolve apenas conteúdo. O cérebro que aprende também sente, cria vínculos, enfrenta inseguranças e precisa encontrar sentido naquilo que faz”, completou.



A coordenadora do curso de Pedagogia, Fabiane Zilio, afirmou que o Pedagogia em Foco III trouxe discussões importantes sobre alfabetização, aprendizagem e os desafios da educação na era digital.


Já o diretor acadêmico Roni Ferreira destacou que discutir neurociência e desenvolvimento humano ajuda os acadêmicos a compreenderem melhor os desafios da educação contemporânea.


Texto e fotos: reprodução/assessoria
Edição: Canal HP


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