Uma criança de 10 anos, com necessidades especiais, foi retirada da casa onde morava após um vídeo mostrar agressões dentro do ambiente familiar, em Paiçandu, na região de Maringá.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e passou a ser investigado pelas autoridades.
Segundo as informações apuradas, as agressoras que aparecem nas imagens seriam a avó paterna e uma tia paterna do menino, responsáveis pelos cuidados da criança.
De acordo com a conselheira tutelar Rosiane Pires, o Conselho Tutelar tomou conhecimento do caso na sexta-feira (29), após ter acesso ao vídeo.
Imediatamente, medidas de proteção foram adotadas para garantir a segurança da vítima.
“A criança agora já está protegida. Ela foi entregue para um familiar mediante termo de entrega, já foi afastada da situação de risco. Todas as medidas foram tomadas, boletim de ocorrência, escuta especializada, encaminhamento ao Ministério Público”, afirmou a conselheira.
Ainda segundo Rosiane, o menino passou por escuta especializada nessa segunda-feira (2), acompanhada por psicóloga da delegacia.
A criança estuda na APAE e possui necessidades especiais.
O conteúdo das imagens causou revolta entre moradores da cidade, principalmente pela vulnerabilidade da vítima e pela violência praticada por pessoas da própria família.
Conforme as informações divulgadas, a avó paterna possuía a guarda judicial da criança desde 2024, após uma situação familiar registrada naquele ano.
Na época, o menino e as irmãs chegaram a permanecer temporariamente em acolhimento institucional.
Após decisão judicial, a guarda foi concedida à avó paterna. A mãe da criança mora em Paiçandu e o pai reside em outra cidade.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes.

