“Desde o início da minha doença, as pessoas evitam falar comigo: câncer, morte, velório. Eu faço questão de usar essas três palavras. Quando elas não têm nome, elas assombram a gente, e eu não quero ser assombrado por nada disso”, declarou Tiago.
O homem realiza sessões de quimioterapia e imunoterapia para tentar desacelerar o avanço da doença. Porém, no fim de 2025, o quadro se agravou.
Segundo ele, foi nesse momento que decidiu enxergar o tempo de outra maneira.
“Eu falei: beleza, pera, eu vou morrer, mas não estou morto. Eu entendi que o tempo é um dos bens mais preciosos que a gente tem”, afirmou.
A celebração aconteceu no dia 30 de maio e reuniu familiares, amigos e pessoas próximas.
O evento começou com uma roda de samba e, segundo Tiago, inicialmente teria cerca de 50 convidados. Depois, a lista aumentou para 100 pessoas até se transformar em um encontro aberto.
A mãe dele, Mabel Schueler, contou que ainda tenta assimilar a situação.
“Para mim é difícil, é. Vou no velório do meu filho vivo”, disse.
Durante entrevistas, Tiago afirmou que prefere encarar a situação de forma transparente e viver intensamente o tempo que ainda possui.
“Muitas pessoas me perguntam: ‘Tiago, como é estar morrendo?’. Eu respondo: eu não sei. Eu estou vivendo e, quando eu morrer, eu morri, mas até lá, eu estou vivendo”, concluiu.

